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Sustentabilidade e Inovação no Sistema Financeiro Angolano

UMA NOVA ETAPA PARA O FUTURO ECONÓMICO NACIONAL

O sistema financeiro angolano está a viver uma transformação real. Dois pilares guiam esta mudança: a inovação tecnológica e a sustentabilidade ESG. Mais do que palavras bonitas, são hoje o alicerce de um sector financeiro sólido, inclusivo e preparado para o futuro, alinhado com os mais altos padrões internacionais.

A digitalização está a redesenhar o relacionamento dos angolanos com o sistema financeiro. Apesar dos avanços, apenas 36% da população adulta possui conta bancária, enquanto 47% tem acesso a serviços financeiros, números que colocam Angola abaixo da média da SADC (55%).

O país apresenta uma forte penetração de telemóveis (74,6%) e cada vez mais consumidores digitais. Mas apenas 28% utilizam internet móvel para transacções financeiras — sinal de um enorme espaço para crescimento. As fintech são protagonistas desta mudança.

O Banco Nacional de Angola (BNA) tem sido decisivo ao regulamentar soluções de open banking e apoiar soluções digitais. A PayPay África é um exemplo claro: de 100 mil utilizadores em 2022 para 800 mil em 2025.

A EMIS reportou em 2024 um crescimento de 40% no uso de cartões multicaixa virtuais, e o Mobile Banking via MCX Express movimentou mais de 135 mil milhões de kwanzas só em Dezembro de 2024 — sinais da aceleração do uso digital.

Força Digital: 800 mil utilizadores da PayPay Africa em 2025. +40% no uso de cartões multicaixa virtuais em 2024. A confiança digital cresce entre os angolanos.

SUSTENTABILIDADE: COMPROMISSO COM IMPACTO REAL

Num mundo em rápida mudança, a sustentabilidade já não é uma escolha — é uma exigência. O sector financeiro é chamado a liderar pelo exemplo, integrando critérios ambientais, sociais e de governação nas suas práticas e decisões.

Em Setembro de 2024 entrou em vigor o Acordo SIFA (Sustainable Investment Facilitation Agreement) entre Angola e União Europeia, o primeiro acordo europeu para promover investimento sustentável, orientado para a transparência e ambiente de negócio mais previsível. Este enquadramento pode catalisar capital responsável para Angola.

O sector dos Seguros também acompanha a mudança: a ARSEG promove seguros climáticos, agrícolas e de energias renováveis, além de impulsionar a digitalização do sector segurador.

O PAPEL DO GRUPO BAI

Num contexto em constante evolução, o Grupo BAI tem assumido uma posição de liderança ao combinar tecnologia e responsabilidade social como eixos da sua estratégia. A inovação e a sustentabilidade estão no centro da sua actuação, a criar valor para os seus clientes, colaboradores e para o país.

Na Inovação:

  • Lançou produtos e plataformas digitais como o BAI Directo, BAI Wallet, BAI Token
  • Melhorou o acesso ao homebanking
  • Tornou os serviços mais ágeis e acessíveis para todos

Na Sustentabilidade:

  • Integrou critérios ESG nos seus processos de financiamento
  • Lançou programas de impacto social, com foco em educação, literacia financeira, saúde e inclusão

Sustentabilidade ESG: 1.o Acordo SIFA (Angola–UE). Produtos verdes e seguros climáticos em expansão. A responsabilidade ambiental já faz parte do sistema financeiro

Sustentabilidade ESG:

  • 1.º Acordo SIFA (Angola–UE)
  • Produtos verdes e seguros climáticos em expansão
  • A responsabilidade ambiental já faz parte do sistema financeiro

CENÁRIO ECONÓMICO: RISCOS E OPORTUNIDADES

  • 47%: Crescimento real de Angola em 2024 foi de 4,4%, acima das previsões.
  • 27%: A inflação, embora em desaceleração, manteve-se alta.
  • 2,4%: É a previsão revista em maio de 2025, pelo FMI, ao citar a queda do petróleo e fragilidades nas finanças públicas.
  • 18,6%: de melhorias nos rácios de capitalização e redução da taxa de crédito malparado, face a 22,7% em 2022, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira do BNA (2024).

O ambiente macroeconómico revela sinais mistos:

  • Crescimento real de Angola em 2024 foi de 4,4%, acima das previsões
  • A inflação, embora em desaceleração, manteve-se alta
  • Previsão revista em maio de 2025 pelo FMI: 2,4%, citando a queda do petróleo e fragilidades nas finanças públicas
  • 27% de melhorias nos rácios de capitalização e redução da taxa de crédito malparado, face a 22,7% em 2022, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira do BNA (2024)

REGULAMENTAÇÃO: OS GUARDIÕES DA TRANSFORMAÇÃO

Três instituições-chave estão a moldar o novo sistema financeiro angolano:

  • BNA
  • CMC
  • ARSEG

Esta transformação não seria possível sem a acção consertada dos reguladores. O esforço destas entidades tem sido fundamental para criar um ambiente mais competitivo, seguro e transparente — essencial para o crescimento da confiança e do investimento.

OPORTUNIDADE HISTÓRICA

Angola vive uma nova etapa no seu sistema financeiro — mais digital, mais responsável, mais próximo das necessidades das pessoas e das empresas. A convergência entre sustentabilidade e inovação coloca o país perante uma oportunidade única: atrair investimento estrangeiro responsável, consolidar a confiança no sistema financeiro, garantir inclusão financeira real e gerar impacto sustentável nas comunidades.

Angola tem agora a oportunidade de transformar o seu sistema financeiro num exemplo africano de inovação sustentável.

Prisma Económico

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