Para o Presidente da Comissão Executiva da PAY4all, Nuno Veiga, o objectivo da empresa vai muito além da simples digitalização dos serviços: “Somos uma sociedade de pagamentos estreitamente ligada à transformação digital”, afirma o responsável, acrescentando que a empresa tem vindo a afirmar-se como um dos principais motores da transformação digital no sector financeiro angolano e onde a casa mãe, o Grupo BAI, opera.
A PAY4all mantém um forte investimento em soluções tecnológicas inovadoras, evidenciando um sólido compromisso com a inclusão financeira. Entre as novidades previstas a curto e médio prazo, destaca-se o lançamento, em 2026, do primeiro cartão Multicaixa pré-pago que dispensará a abertura de conta bancária. Simultaneamente, a empresa explora tecnologias de pagamento biométrico, como a leitura de impressões digitais e outros dados biométricos. Estas soluções, mais económicas e acessíveis, dispensarão o uso de telemóveis e irão promover um acesso mais inclusivo ao sistema financeiro.
Está também prevista a implementação de quiosques com serviços integrados de diversas empresas do Grupo BAI, o que vai proporcionar uma experiência mais completa e conveniente para os utilizadores. Estas iniciativas prometem marcar o início de uma nova era nos pagamentos digitais em Angola, de acordo com o PCE.
Nuno Veiga reforçou que não é possível oferecer serviços de pagamento sem processos robustos, sistemas e uma base tecnológica bem estruturada. “A transformação digital não é apenas tecnológica — é também cultural. Representa uma nova forma de consumir, de viver, principalmente para as gerações mais jovens, que não se imaginam sem um smartphone ou dispositivo digital”, realçou.
Nuno Veiga fez saber também que a integração com o sistema Kwik tem registado um crescimento acelerado, permitindo aos comerciantes aceitar pagamentos de forma prática e eficiente. Está também em desenvolvimento uma solução de agregação de pagamentos, que permitirá receber através do É-Kwanza, Multicaixa, referências bancárias e, em breve, cartões Visa e Mastercard. Com esta abordagem estratégica, a PAY4all afirma-se como um verdadeiro motor da transformação digital do Grupo BAI.
O PAPEL DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

De acordo com Nuno Veiga, a tecnologia que mais se destacou nos últimos anos foi a Inteligência Artificial. “A IA transformou não apenas a forma como vivemos, mas também como inovamos e nos adaptamos às novas realidades”, sublinha o PCE. Na PAY4all, a IA já apoia a elaboração de documentação técnica, a análise de dados operacionais e a tomada de decisões estratégicas.
Entre outras inovações realçadas pelo PCE da PAY4all incluem:
- Pagamentos digitais: desde a popularização do MPESA até às soluções actuais integradas com cartões de débito, crédito, carteiras digitais e pagamentos por QR Code;
- Open Banking: integração de instituições não financeiras no sistema financeiro como facilitadoras de serviços;
- Inclusão de baixo custo: acesso a pagamentos instantâneos mesmo por parte de cidadãos com recursos limitados.
JOVENS E INCLUSÃO FINANCEIRA
Grande parte da população jovem já utiliza redes sociais e plataformas integradas com serviços como Multicaixa e Kwik para realizar pagamentos. Com base nesta realidade, Nuno Veiga salientou: “Disponibilizamos soluções baseadas na web e em aplicações móveis, proporcionando um acesso fácil, rápido e económico às necessidades diárias dos jovens. Trata-se de uma aliança entre inovação, transformação digital e banca tradicional, que começa agora a atrair a atenção das novas gerações”.
De referir que a PAY4all acredita que a digitalização só se concretiza com inovação. Por isso, disponibiliza soluções que permitem efectuar pagamentos através de smartphones e telefones convencionais — o chamado “botão”.
CIBERSEGURANÇA E LITERACIA DIGITAL
Com cerca de 1,2 milhões de clientes — entre os quais utilizadores activos e registados —, a PAY4all coloca a prevenção no centro da sua estratégia de cibersegurança. A empresa beneficia de protocolos e boas práticas consolidadas no seio do Grupo BAI, o que promove uma cultura de partilha destas metodologias entre as diversas entidades do grupo.
A aposta na literacia digital é igualmente clara, sobretudo entre os clientes com menor domínio tecnológico. Esta vertente é desenvolvida em colaboração com as organizações comunitárias e tem produzido resultados positivos. “Até ao momento, não registámos incidentes críticos com impacto relevante”, afirma Veiga.
ORIGEM E POSICIONAMENTO DA PAY4all
A PAY4all foi criada no final de 2020, fruto de uma decisão do Conselho de Administração do BAI, que aproveitou a regulamentação emitida pelo Banco Nacional de Angola (BNA) sobre a criação de instituições prestadoras de serviços de pagamento. 2023 foi o ano de preparação do projecto e da equipa, bem como de submissão da documentação exigida pelo Banco Nacional de Angola (BNA). No final desse mesmo ano, recebemos a autorização do BNA para iniciar a actividade como Sociedade Prestadora de Serviços de Pagamento (SPSP), a nossa PAY4all, S.A.
Nuno Veiga, um quadro angolano com 28 anos de experiência na banca, dos quais 17 no BAI, liderou a migração do sistema bancário em 2016 e, posteriormente, a convite do Presidente da Comissão Executiva do BAI, Luís Lélis, conduziu a transformação digital da instituição, que lançou as bases da actual Direcção de Banca Digital. Esta experiência culminou no desafio de fundar e liderar a PAY4all, S.A.
FELICITAÇÕES AO BAI
O PCE da PAY4all felicita o BAI pela criação desta revista multimédia e afirma que o grupo tem capacidade para oferecer ao mercado uma gama completa de soluções, desde produtos bancários e financeiros até seguros. E com a recente aposta na área de investimentos, o responsável acredita ser possível consolidar uma marca forte em Angola e, futuramente, expandir a presença para além-fronteiras, através da participação em transacções internacionais.
UM GRUPO COM VISÃO COMUM
A visão conjunta expressa pelos líderes revela uma transformação digital coesa, profunda e interligada no seio do Grupo BAI. Seja no pagamento de bens e serviços (PAY4all), na contratação de seguros (NOSSA) ou no acesso ao mercado de capitais (ÁUREA), a aposta na inovação centrada no utilizador, na segurança digital, na literacia e na inclusão financeira está a redefinir a forma como os angolanos interagem com o sistema financeiro.
Cada instituição tem o seu percurso e soluções específicas, mas partilham o mesmo ADN digital, alinhado com a estratégia do Grupo BAI: levar a banca, os seguros e o investimento a mais pessoas, de forma mais simples, rápida, segura e acessível.